• Thiago Rodrigues

Crescimento Espiritual #5

Série de mensagens refletindo sobre a importância, os princípios e os desafios para o crescimento espiritual



Na reflexão anterior vimos texto de Spurgeon, em que ele encoraja a ir além da superficialidade e diz que não devemos nos contentar com um relacionamento pequeno com o nosso Salvador, Jesus Cristo. Ou seja, ao investir na vida espiritual, estamos nos tornando mais próximos de Cristo, e tendo mais alegria em Sua comunhão, em Sua obra, em Seu louvor.


Mas o desenvolvimento na vida cristã ainda nos fornece outros benefícios para nossa caminhada neste mundo, enquanto servimos ao SENHOR. É isso que gostaríamos de analisar neste artigo. Iremos considerar algumas cosias que podemos obter para a jornada cristã à medida que investimos em nosso crescimento espiritual.


1. Experimentar a reorganização da vida interior


À medida que nos aproximamos do Mestre, nossa mente e coração são reordenados. Nossas prioridades são transformadas. Passamos a compreender que realmente importa, o que realmente tem valor. Também passamos a ver a vida de uma maneira nova.


A busca por mais comunhão com Deus, nos faz reconhecer com mais clareza a realidade do Seu domínio sobre tudo. Entendemos de forma mais plena nossa dependência d'Ele e compreendemos que tudo está em Suas mãos. Assim, conhecemos a paz que é fruto da vida que encontrou ordem, em meio ao mundo de trevas e caos.


Com respeito a isso, o apóstolo Paulo disse:


“Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.6-7).

Aí contemplamos a paz de quem sabe que sua causa está nas mãos d'Aqeuele que detém o governo da história. É a paz de quem sabe a Quem está levando sua petição, ao Soberano Criador.


Assim, à medida que nos aproximamos de Deus, a vida ganha uma nova perspectiva. Ali, junto ao trono da graça, encontramos nosso verdadeiro propósito e podemos, como o apóstolo em cadeias, nos alegrar sempre no SENHOR.


2. Desfrutar de maior e mais pleno deleite na adoração e na comunhão


Quando nos concentramos em desenvolver a vida com Deus, pela fé em Jesus, descobrimos maior satisfação e alegria na adoração. O crescimento espiritual, que é fundamentalmente baseado na vida devocional, na busca pela palavra e na dedicação à oração, também nos fornece uma visão mais clara do privilégio que tivemos pela obra de Cristo que nos salvou.


Diante disto, o culto ganha um lugar muito especial em nossas vidas. Entendemos que se trata de um dever, mas ao mesmo tempo, de um privilégio. Realmente experimentamos a alegria de estar com os irmãos em adoração ao SENHOR, que é digno de toda honra e glória. Paulo disse:


“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” (Colossenses 3.17).

Entendemos que o deleite e a alegria no culto e na comunhão são frutos incontestes do investimento no crescimento espiritual. Nós nos tornamos mais alegres em adorar, em louvar, em orar, e aprender da Palavra de Deus, e em estar em comunhão com os irmãos para o culto, para o serviço mútuo e para a celebração da salvação em Cristo.


3. Crescemos na santificação da mente e do comportamento


Por fim, constatamos que a aproximação do SENHOR leva à santificação. O desenvolvimento na vida cristã nos faz mais sensíveis ao pecado. Passamos a ver que o mal habita em nossa natureza, e somos incomodados pelo Espírito Santo a deixar os velhos padrões com os quais vivíamos, e que ainda lutam pelo controle de nossa mente e coração.


Ao vivermos mais perto de Cristo, mais envolvidos pelo Santo Espírito, e mais íntimos do Pai, somos gradualmente transformados, de glória em glória, à imagem do Filho.

O trabalho muda, pois nos envergonhamos do serviço mal feito. A família muda, pois percebemos nosso papel e nosso dever no amor e no compromisso uns para com os outros.


A sociedade muda, pois passamos a orar pelos que nos cercam e a procurar meios de servir ao Reino de Cristo, como seus embaixadores neste mundo. Sobre isso, Paulo disse:


“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.” (1ª Timóteo 2.1-6).

Seremos realmente úteis à causa do Evangelho, e nossa vida será verdadeiramente coerente com a Palavra de Deus, quanto mais nos aproximarmos de Cristo, buscando o progresso espiritual para as nossas vidas.


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Observe se hoje estes pontos fazem parte de sua vida:


  • Você tem experimentado a reorganização constante e diária de sua vida neste mundo?

  • Tem se tornado cada dia mais um cristão comprometido com Deus e disposto a glorificar o nome do SENHOR?

  • Encontra alegria verdadeira no culto a Deus e na comunhão com os irmãos?


Ou tem sido diferente?


  • Sua vida tem se dobrado ante o caos e o desespero que minam a vida no mundo caído?

  • Tem estado frio, distante e indisposto para louvar a Deus e se reunir com os membros da família da fé?

  • Os padrões pecaminosos, a dureza de coração, a incredulidade, a fraqueza de caráter, continuam sendo seu padrão de vida?


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A falta de mudanças significativas pode denunciar a negligência da qual devemos nos livrar a fim de crescermos na fé. É urgente que nos dediquemos ao progresso espiritual. Não deixe isso se amontoar em seu ser. Vá hoje mesmo à Fonte, renove seu prazer e alegria em buscar ao SENHOR.


“Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.” (Salmo 51.17).